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segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Dói muito, mas eu não vou parar. A minha não-desistência é o que de melhor posso oferecer a você e a mim neste momento."
"Eu queria ir pra um lugar onde eu tivesse uma sensaçãozinha, ilusória que fosse, de que tivesse alguém prestando atenção em mim."

Ser amigo é quando você está pra baixo e é logo animado com uma gracinha daquela sua amiga boba que odeia te ver assim. é rir de coisas que só vocês entendem. é quando ela dorme na sua casa,ficam conversando de tudo na madrugada e vão dormir só 6hs da manhã ! é matar aula pra bater perna na cidade nem que seja pra olhar a vitrine das lojas. é zoar até a morte com elas, mas defende-las da infeliz que ousar provoca-las.é voltar a ser criança e fazer guerra de travesseiro! é engordarem juntas e depois morrerem de remorso por terem comido aquele doce delicioso. as vezes apenas uma faz você se sentir amparada e feliz a qualquer hora em qualquer lugar. aquela que ri dela mesma,de você,e com você! aquela que se não existisse a vida não teria graça. aquela que vai sorrir com lagrimas nos olhos quando você se casar. aquela que vce jurou ser amiga para sempre e que considera uma irmã. aquela que você agradece todo o dia por te-la como amiga. as melhores amizades são aquelas construidas sem razão, ao acaso sem previsão.

Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar.

Caio F. Abreu
Esse é só um dos sintomas, ficar muito tempo deitado. Tem outros, físicos. Uma fraqueza por dentro, assim feito dor nos ossos, principalmente nas pernas, na altura dos joelhos. Outro sintoma é uma coisa que chamo de pálpebras ardentes: fecho os olhos e é como se houvesse duas brasas no lugar das pálpebras. Há também essa dor que sobe do olho esquerdo pela fronte, pega um pedaço da testa, em cima da sobrancelha, depois se estende pela cabeça toda e vai se desfazendo aos poucos enquanto caminha em direção ao pescoço. E um nojo constante na boca do estômago, isso eu também tenho. Não tomo nada: nenhum remédio. Não adianta, sei que essa doença não é do corpo.

Caio F. Abreu

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"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."

Caio F. Abreu